sábado, 14 de maio de 2011

13/05/2011

A aluna Tabata não compareceu nem um dia desta semana. Tentamos entrar em contato e não conseguimos.
Conteúdos:
Avaliação dos conteúdos abordados na semana.
Sequencia(Mat)
Diário intimo(Port) e A História de Lili.( Estabelecer relações)
Floresta Amazonica( Cienc)
Entradas e Bandeiras(Hist)
Mapa( geog)

Objetivo:
Verificar e acompanhar as dificuldades para saná-las com eficiencia.

Procedimentos:
A avaliação será toda ditada pelo professor, através de um texto instrucional que será colocado na lousa, será dado sequencia na segunda- feira.

Primeiro momento da avaliação: Reflexão exige uma nova ação!
Ao fazer a leitura do diário dos alunos, que num outro momento com a permissão de alguns postarei aqui, pude perceber que são sinceros e estão aprendendo alguns valores que no mundo hoje parece perdido e fora de moda, e que estão adormecidos neles ou talvez não....
Quando exercemos nossa profissão com seriedade e temos estes valores fora de moda intrínsecos, compreendemos a necessidade da busca constante de um ser diferente, um ser com vontade de mudar sua história!
O ser humano não é fácil, é orgulhoso, egoísta, entre outros adjetivos, mas podemos fazer a diferença se começarmos a ter um novo olhar, um olhar de Maria, um olhar piedoso e nos colocando sempre no lugar, só assim mudaremos nossa postura.
Foi isso que tentei ser hoje na minha sala, um ser em busca de valores esquecidos e talvez adormecidos em alguns alunos como citados acima. Somos responsáveis por eles, se parte da sala não vai bem, isto significa que nós enquanto profissionais também não estamos indo bem.
Pensemos neste momento, a nota, o conceito, é só do aluno? Triste pensar nisso! Mas parte deste conceito é nosso! Será que se ganhássemos por aprendizagem, estaríamos ganhando bem? São questões que não nos agradam, por que? Se provássemos que o aluno obteve progresso, com certeza ganharíamos bem, mas nem sempre estamos com olhar atento para este ser, não administramos bem o dia e nem nos preparamos para seguir em frente com ele, sendo assim,  qualquer coisa que damos, já está de bom tamanho.
E se fosse um parente nosso? E se fosse um filho? E se...
Imagina, conosco não acontecerá de ter alguém que tem um tempo maior para aprender! É assim que pensamos!
Se todos nós, tivéssemos  um olhar mais aguçado para o ser que está a sua frente, o mundo com certeza seria melhor,independente de onde você está, a profissão que ocupa! 
Mas por que não estamos com o olhar atento? Porque isto exige mais comprometimento, mais respeito, mais trabalho e cá entre nós atuar como professor não é uma tarefa fácil, é árdua, dói, sangra, porque exige de nós um constante pensar, refletir, e quem está disposto a fazer isso?
Posso dizer eu estou, até que ponto?
É, hoje o dia foi de muita reflexão em relação ao meu ser e ao ser destes que estão a minha volta.
Paulo Freire tem uma fala que diz mais ou menos assim e que nos leva de novo a reflexão:
Ensino porque busco, porque indaguei, indago e  me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade.
Continuo re-buscando, re-procurando!


O educador é um testemunho vivo de que podemos evoluir sempre, ano após ano, tornando-nos mais humanos, mostrando que vale a pena viver.
Cada vez mais precisamos de educadores-luz, sinalizadores de caminhos, testemunhos vivos de formas concretas de realização humana, de integração progressiva, seres imperfeitos que vão evoluindo, humanizando-se, tornando-se mais simples e profundos ao mesmo tempo.(José Manuel  Moran)
 Pensemos um pouco sobre isso...

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